Museu da Imagem e do Som

Copacabana, RJ

Ficha Técnica

Área do terreno
1.520,00 m²
Área construída
7.210,00 m²
Início
2009

Projeto

Arquitetura
Bernardes + Jacobsen Arquitetura
Equipe
Daniel Vannucchi, Edgar Murata, Fernanda Maeda, Frederico Escobar, Henrique Vetro, Marcela Siniauskas
3D/Animações
Metro ao Cubo

Nossa arquitetura para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, MIS-RJ, é a do objeto-lugar, híbridos. Interagem de tal modo o meio construído e o natural, os domínios públicos e o privado, que as qualidades de um e de outro se transformam mutuamente, provocativas, fundindo-se em zona mista de extrema riqueza simbólica e funcional.

A arquitetura do museu, assim, é indissociável do lugar, ao mesmo tempo em que a cidade adquire novos significados pela interface surpreendente que estabelece com o objeto edificado.

Negamos, com o partido fragmentado, o limite rígido e excludente praticado neste trecho da orla entre os espaços públicos e os privados. Copacabana, Botafogo e o Centro são exemplos de bairros que se desenvolveram aos moldes da verticalização moderna do tipo cidade-quarteirão, a do Plano Agache da década de 1920 no Rio de Janeiro, que, se por um lado trouxe benefícios em termos da uniformização da morfologia do beira-mar, por outro, privatizou o espaço aéreo das construções, a fruição privilegiada da natureza onipresente.

Propomos, ao contrário, a implantação não linear, a interiorização do semi-público para além dos limites restritivos das calçadas, horizontal e verticalmente, na medida das potencialidades do programa. Para isso, nos valemos da setorização em blocos relativamente autônomos, embora inter-relacionáveis, procedendo sua cuidadosa organização no espaço a fim de criarmos os fluxos e locais estratégicos de transição que qualificam o projeto.

Empilhamos o museu na forma icônica de um corpo estranho, primitivo, capaz de induzir novas visuais e enquadramentos pelo simples posicionamento do visitante em ângulo oblíquo ao mar, assim como de tornar arquitetura e cidade permeáveis, híbridas, pela ruptura da lógica frente e fundos, dentro e fora do lote.

Com isso, pretendemos incrementar o fluxo tangente da linha da praia, do calçadão e do sistema viário, oferecendo-lhe novas possibilidades de permanência no local. Diversificar e reter, em síntese, observadores ou visitantes ocasionais e intencionais do museu, em decorrência de espacialidade instigante inserida em meio à cidade consolidada.

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