Residência RMA

Portugal

Ficha Técnica

Área Total
10.334,30m²
Área Construída
300,00m²
Início
2015

Projeto

Escritório
Jacobsen Arquitetura
Equipe
Paulo Jacobsen, Bernardo Jacobsen, Edgar Murata, Marcelo Vessoni, Francisco Rugeroni, Eduardo Aparício, Thauan Miquelin, Gustavo Borges, Natalia Tieri
Interiores
Jacobsen Arquitetura
Equipe
Tatiana Kamogawa, Mariana Ferretti

O terreno na região de Algarve, ao Sul de Portugal, possui um leve declive orientado para o mar no horizonte, algumas dezenas de oliveiras centenárias e uma antiga construção de pedra em ruína na parte superior do lote.

O casal que nos convidou a desenvolver um projeto são nossos amigos de longa data através de outros projetos e nos deram liberdade total para propor sua futura casa, desde que respeitássemos os princípios do Feng Shui.

Além das diretrizes espaciais e de orientação da filosofia chinesa, as restritas regras de construção foram determinantes para a elaboração do estudo da casa. Após algumas consultas ao departamento urbanístico local, tivemos o conhecimento de que apenas uma pequena parcela do terreno era passível de ocupação e que todas as árvores deveriam ser mantidas sem replantio. O projeto de área máxima de 300m2 deveria ser conectado a construção em ruína e também respeitar a tipologia arquitetônica da região.

Desta forma, optamos por uma ocupação térrea e linear, aproveitando o desnível natural do terreno para ganhar altura interna na área social que fica projetada e orientada para a vista. O acesso se dá através do pátio no limite mais alto, onde se estacionam os carros. Como sugere o Feng Shui, locamos um espelho d’agua na entrada da casa, a porta principal fica orientada ao Sudoeste os quartos se abrem para o Nordeste e as camas, assim como o fogão e forno, ficam afastadas das instalações hidráulicas.

O estar e o jantar compõem um espaço único e a cozinha também tem a possibilidade de integração através de painéis de correr. Piscina e terraços acontecem como decorrência das salas que se abrem completamente ao exterior. Seguindo tradições construtivas locais, as paredes externas são revestidas em pedras brutas da região para compor uma fachada que se insere sutilmente na paisagem. A esbelta cobertura plana propõe a extensão do forro interno em madeira para formar grandes beiras independentes dos fechamentos.

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